CENÁRIOS DE UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS E PARADIGMAS EDUCACIONAIS EMERGENTES

INOVAÇÃO NO USO DAS TIC: EDUCAÇÃO ABERTA, EM REDE E PERSONALIZADA


O século XXI trouxe com ele um crescimento cada vez mais rápido das tecnologias da informação e comunicação assentes em várias redes, destacando-se pela sua abrangência a INTERNET. Vivemos na era digital, na sociedade da informação, na tão falada “aldeia global” com acesso rápido a um enorme e diversificado manancial de informação. Na verdade, a informação está ao alcance de um simples clik, mas esta facilidade de acesso requer também uma aprendizagem na pesquisa, tratamento e comunicação da mesma. A evolução técnica, social e cultural que caracteriza os nossos dias implica a formação de cidadãos preparados cientifica e tecnologicamente para o mundo do trabalho, mas sobretudo com competências para a sua adaptação a mudanças rápidas e profundas, o que passará certamente por uma formação ao longo da vida.
Paradoxalmente o sistema de ensino e as conceções de educação formal, não têm acompanhado toda esta mudança.
A introdução das TIC como recursos pedagógicos-didáticos em ambientes formais de ensino tem sido prática comum há já alguns anos nas escolas portuguesas. Apesar das muitas dificuldades de implementação, quer porque é necessário investir na compra de equipamentos e na sua modernização, quer porque é necessário apostar na formação adequada dos professores  para que estes novos recursos possam ser devidamente utilizados, foi, é, e penso que continuará a ser um dos grandes desafios nesta sociedade de informação e comunicação em que os ambientes digitais proliferam e mudam em pouco tempo. As inovações tecnológicas no ensino aprendizagem exigem também novas perspetivas no âmbito dos currículos, das metodologias de trabalho e nos sistemas de avaliação.
É incontestável que nos finais do século XX, houve algum investimento na formação de professores na área das TIC, tornando-se quase que obrigatório a formação nesta área. Ainda hoje, no ensino básico e secundário é exigido aos docentes a certificação em TIC, o que corresponde a um determinado número de horas em formação. Mas uma coisa é utilizar as TIC apenas como mediadoras tecnológicas, outra coisa como mediadoras sociais e cognitivas, numa nova conceção de educação aberta e aprendizagem em rede que quebra barreiras geográficas, temporais e sociais, que “promove novas práticas  de interações entre os indivíduos , e entre estes  e os contextos de aprendizagem” (Dias,2013)  tornando-se uma educação mais inclusiva e mais democrática.
Este tipo de educação que se iniciou, como refere o senhor reitor da Universidade Aberta, como um modelo pedagógico para formação de adultos à distância – com a valorização da aprendizagem independente dos alunos, inicialmente sem a possibilidade de interação, na medida em que não existiam meios que a permitissem - tem evoluído e crescido aproveitando o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação.
A educação aberta, segundo definição de Sir John Daniel, define-se como uma educação sem constrangimentos, seja de que nível for, uma educação flexível, numa sociedade digital. O ensino à distância e-learning não pode deixar de estar associado a uma sociedade em rede.
O trabalho em rede leva a um novo modelo pedagógico que vai valorizar as interações entre os membros da comunidade.
Um dos grandes benefícios da educação aberta em rede reside “no desenvolvimento das capacidades para a reflexão e a construção do pensamento colaborativo na realização conjunta das aprendizagens e do conhecimento.(Dias, 2013)
As potencialidades do ensino em rede são enormes e podem proporcionar experiências de aprendizagem inovadoras, em que o trabalho colaborativo, as interações entre os membros do grupo favorecem a construção do conhecimento.
A aprendizagem em rede leva a um novo modelo pedagógico que vai valorizar as interações entre os membros da comunidade, e consequentemente a um novo papel  do docente e do aluno.  O aluno ocupa agora o papel central no processo de ensino aprendizagem, cabe-lhe a ele, em colaboração com os restantes membros da comunidade construir o conhecimento, enquanto que o professor que ocupava o papel central, neste novo processo de aprendizagem passa a ser um medidador, mais um membro que faz parte da rede e que partilha e interage com os membros da comunidade, embora naturalmente tenha que exercer, pelo menos em algumas situações o papel de leader, podendo também, distribuir entre os  membros do grupo a função de liderança. Ele éo guia, o mediador, conselheiro e desafiador, acompanhando na busca, seleção e tratamento da informação (… )” (Candeias, 2008), ou como se pode ler no texto de Maria Fátima Goulão e Susana Henriques, supracitado No docente recaem pois as funções de motivador, dinamizador de grupos e das interações (…) avaliador de aprendizagens e de recursos, criador desses mesmos recursos.” (p. 30)
Para promover estas interações, é necessário haver ferramentas, meios de mediação tecnológica (ou seja ferramentas que temos que conhecer e saber como e quando utilizar para promover as interações –que permitem criar um espaço pessoal de aprendizagem, um espaço de construção do conhecimento –)  e de mediação pedagógica (promover a experiência do conhecimento num quadro de ensino inovador, de trabalho colaborativo, de partilha que pode ser a pares ou em grupo com uso das ferramentas digitais e em rede).
Este ensino em rede, não implica o desaparecimento da escola, tal como a concebemos, quer isto dizer que faz todo o sentido integrá-lo em ambientes formais de aprendizagem, mas implica certamente novas posturas e novas práticas. Para tal a qualificação dos professores é fundamental, por isso há que proporcionar aos professores a formação necessária para que conheçam e saibam usar da melhor maneira adaptando-as aos contextos, as novas ferramentas da WEB 2.0 (e é grande a diversidade de ferramentas com que nos deparamos, como por exemplo, as enunciadas no vídeo “Ferramentas, plataformas e interfaces on line” pelo professor António Moreira: ( videoscribe, mindomo, tricider, webnote, voki, drawitlive, podomatic e até mesmo redes sociais como o Facebook)  numa sociedade que, quer queiramos ou não, é uma sociedade digital, e em que os nossos alunos são “nativos digitais”.
O modelo TPACK foi concebido atendendo a 3 formas primárias de conhecimento:  científico, pedagógico e tecnológico. Só a interseção destes três conhecimentos pode permitir uma satisfatória aplicação das TIC no ensino.
Em conclusão, a importância do uso das “novas” tecnologias da informação e da comunicação na criação de uma escola global, uma escola conectada com o mundo, que permita aprender em rede é incontestável. Trata-se de um novo paradigma de escola que põe em causa a escola dita “tradicional”, quer esta utilize ou não as tecnologias –uma escola limitada pelo espaço físico e geográfico, onde os alunos se encontram fisicamente, mas estão completamente ausentes. Uma escola, onde o professor ocupa o papel central, mesmo quando as tecnologias já são utilizadas em sala de aula, mas as metodologias mantêm-se inalteráveis.
O sistema de educação à distância, em ambiente digital de e-learning permite a formação a muitos, que de outra forma, não o poderiam fazer, ou por se encontrarem afastados dos grandes centros, ou das instituições que privilegiam o ensino presencial, ou por motivos pessoais e profissionais. A escola conectada com o mundo, liberta-se de barreiras físicas e geográficas, até mesmo temporais e permite que todos (que tenham acesso à INTERNET), independentemente da idade e do local em que se encontram possam ter acesso ao conhecimento. Permite que cada um construa o seu próprio conhecimento, permite uma interação entre todos e o desenvolvimento de trabalho colaborativo. Exigirá certamente auto disciplina, empenho e uma boa gestão do tempo. O Blended Learning é um sistema de ensino que não se limita à mistura de dois métodos de ensino –o presencial e o on line-  apresentando, hoje, grandes potencialidades na medida em que combina vários métodos de aprendizagem adaptando o ensino ao ritmo do aluno, às suas capacidades, tornando-o num ensino personalizado, assente nas vantagens proporcionadas pelas TIC . A aprendizagem é, neste processo de ensino, uma aprendizagem contínua não estando limitada apenas por um contexto, por um tempo, por um lugar. Presencialmente ou on line os alunos dispõem de uma grande variedade de unidades curriculares que podem selecionar em função dos seus interesses e necessidades. A conjugação das aprendizagens formais e informais e a possibilidade de serem os próprios alunos a gerir as suas estratégias de aprendizagem, ao seu ritmo, contribuem para uma maior motivação na consecução dos objetivos estipulados por cada uma das unidades curriculares.
As intervenções realizadas na sala virtual relativamente a este primeiro tema foram profícuas e apontam para muitas experiências profissionais na utilização das TIC em contexto escolar, umas com sucesso, outras menos. Parece-me também pertinente concluir que, de um modo geral, apontam para as grandes vantagens que pode vir a ter uma educação aberta, em rede e personalizada, respeitando o ritmo de aprendizagem e os interesses dos alunos dando-lhes a possibilidade de uma consciente conexão com o mundo e proporcionando uma aprendizagem colaborativa, resultante da conversação em rede dentro de uma comunidade digital. Foram levantados alguns problemas na implementação deste processo de ensino, por um lado devido às barreiras levantadas por alguns profissionais do ensino pouco ou nada abertos à inovação, à falta de equipamentos ou à sua falta de  atualização nas escolas devido a restrições orçamentais, à falta de formação em ferramentas da WEB 2.0 por parte dos docentes, entre outras questões. No entanto, é irrefutável que o ensino à distância em ambiente de blended (e)-learning promove novas formas de aprendizagem na sociedade digital em que vivemos.




 Ferramentas Plataformas e Interfaces Online

Este vídeo, da autoria do professor António Moreira, aborda a questão da utilização das ferramentas  proporcionadas pela WEB 2.0 no ensino e que requerem uma reflexão sobre o sistema de ensino, modelos pedagógicos, currículos e sistema de avaliação. As potencialidade do ensino em rede são enormes e podem proporcionar experiências de aprendizagem inovadoras, em que o trabalho colaborativo, as interações entre os membros do grupo favorecem a construção do conhecimento.
Este ensino em rede, não implica o desaparecimento da escola, tal como a concebemos, quer isto dizer que faz todo o sentido integrá-lo em ambientes formais de aprendizagem,  mas implica certamente novas posturas e novas práticas. Para tal a qualificação dos professores é fundamental, por isso  há que proporcionar aos professores a formação necessária para que conheçam e saibam usar da melhor maneira adaptando-as aos contextos, as novas ferramentas da WEB 2.0 (e é grande a diversidade de ferramentas com que nos deparamos, como por exemplo, as enunciadas neste vídeo pelo senhor professor António Moreira: ( videoscribe, mindomo, tricider, webnote, voki, drawitlive, podomatic e até mesmo redes sociais como o Facebook)  numa sociedade que, quer queiramos ou não, é uma sociedade digital, e em que os nossos alunos são “nativos digitais”.
O modelo TPACK foi concebido atendendo a 3 formas primárias de conhecimento:  científico, pedagógico e tecnológico. Só a interseção destes três conhecimentos pode permitir uma satisfatória aplicação das TIC no ensino.

Se sempre foi importante a formação continua de professores, como aliás em todos os setores laborais, na sociedade do século XXI, ela torna-se cada vez mais necessária dada a rapidez no avanço das tecnologias e saberes. O MOOC proporciona a abertura da educação, a flexibilidade dos recursos e dos ambientes de aprendizagem e a inclusividade através da formação ao longo da vida. Contribui desta forma para a formação de cidadãos aptos a intervir de forma consciente e ativa na sociedade digital.
Palavras chave: ensino em rede, educação aberta, ferramentas WEB 2.0.


EDUCAÇÃO ABERTA, EDUCAÇÃO EM REDE -PERSPETIVA

No vídeo de introdução a esta unidade curricular, o senhor reitor da Universidade Aberta, Paulo Dias, tece algumas considerações  sobre a educação aberta, em rede. Este tipo de educação que se iniciou como um modelo pedagógico para formação de adultos à distância – com a valorização da aprendizagem independente dos alunos, inicialmente sem a possibilidade de interação, na medida em que não existiam meios que a permitissem - têm evoluído e crescido aproveitando o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação
A educação aberta, segundo definição de Sir John Daniel, define-se como uma educação sem constrangimentos, seja de que nível for, uma educação flexível, numa sociedade digital. O ensino à distância e-learning não pode deixar de estar associado a uma sociedade em rede.
O trabalho em rede leva a um novo modelo pedagógico que vai valorizar as interações entre os membros da comunidade. O papel  do docente transforma-se. Inicialmente ele desempenhava um papel central, neste novo processo de aprendizagem passa a ser um medidador, mais um membro que faz parte da rede e que partilha e interage com os membros da comunidade, embora naturalmente tenha que exercer, pelo menos em algumas situações o papel de leader, podendo também, distribuir entre os  membros do grupo a função de liderança.
Para promover estas interações, é necessário haver ferramentas, meios de mediação tecnológica (ou seja ferramentas que temos que conhecer e saber como e quando utilizar para promover as interações –que permitem criar um espaço pessoal de aprendizagem, um espaço de construção do conhecimento –)  e de mediação pedagógica (promover a experiência do conhecimento num quadro de ensino inovador, de trabalho colaborativo, de partilha que pode ser a pares ou em grupo com uso das ferramentas digitais e em rede).
Palavras chave: educação aberta; educação em rede, ensino à distância; e-learning



EDUCAÇÃO EM REDE

O vídeo é bastante interessante e apelativo na mensagem que pretende transmitir – ou seja a importância do uso das “novas” tecnologias da informação e da comunicação na criação de uma escola global, uma escola conectada com o mundo, que permite aprender em rede. Trata-se de um novo paradigma de escola que põe em causa a escola dita “tradicional”, quer esta utilize ou não as tecnologias –uma escola limitada pelo espaço físico e geográfico, uma escola subordinada a um horário rígido onde os alunos se encontram fisicamente, mas estão completamente ausentes. Uma escola, onde o professor ocupa o papel central, mesmo quando as tecnologias já são utilizadas em sala de aula, mas mantem o mesmo método de ensino
Em contrapartida , a escola conectada com o mundo, liberta-se de barreiras físicas e geográficas, até mesmo temporais e permite que todos (que tenham acesso à INTERNET), independentemente da idade e do local em que se encontram possam ter acesso ao conhecimento. Assenta na interação entre os membros da comunidade, no trabalho colaborativo numa perspetiva da construção do conhecimento. O professor torna-se um mediador no processo ensino-aprendizagem.

A introdução destas novas tecnologias no ensino formal não só é desejável como fundamental numa sociedade digital que requer dos cidadãos uma predisposição para a mudança e uma formação continua ao longo da vida. 

ENSINO HÍBRIDO




A discussão em torno do ensino híbrido é bastante interessante e o vídeo é muito engraçado na maneira como explora a questão. Trata-se de um processo de aprendizagem que utiliza a forma presencial e on line, adaptando o ensino ao ritmo do aluno, às suas capacidades e interesses, aproveitando os meios proporcionados pelas tecnologias da informação e comunicação. 





CURRÍCULO, TECNOLOGIA E CULTURA DIGITAL: ESPAÇOS E TEMPOS DE WEB CURRÍCULO De ALMEIDA, Maria Elizabeth B.  e Maria da Graça Moreira da Silva

Reflexão das autoras “sobre as contribuições propiciadas pelo uso das tecnologias digitais de informação e comunicação na aprendizagem, no ensino e no desenvolvimento do currículo, identificar as possibilidades de mudanças educacionais evidenciadas com sua inserção nas escolas ligadas a distintos sistemas de ensino público ou privado.”



2 comentários:

  1. Qual a data da postagem deste artigo/

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  2. A tecnologia a cada dia esta avançando muito principalmente nos smartphones , por esse motivo uso um aplicativo no celular do meu filho e com ele consigo localizar em tempo real entre outras funções e tudo isso remotamente https://brunoespiao.com.br/localizar-celular é muito bom recomendo.

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