A INTEGRAÇÃO DAS TIC NA BIBLIOTECA ESCOLAR: LABORATÓRIOS PARA NOVAS APRENDIZAGENS


BIBLIOTECAS ESCOLARES DO SÉCULO XXI E AS LITERACIAS DOS MEDIA E DA INFORMAÇÃO
https://www.google.pt/search?q=imagens+bibliotecas+e+tic&biw=1280&bih=675&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjXw8DgkPDJAhXGbxQKHV6cC88QsAQIHA#imgrc=jpli9h_rGvfocM%3A


As últimas décadas foram marcadas por profundas alterações sociais e tecnológicas que têm vindo a originar transformações nas teorias educacionais, centradas no aluno, na construção do conhecimento, e na formação ao longo da vida. A introdução das TIC nas escolas, conectadas com o mundo, implicaram um repensar das estratégias, metodologias de aprendizagem, ganhando cada vez mais espaço as literacias dos media e da informação e comunicação.
A integração das TIC na biblioteca cria, como refere Elsa Conde no texto “A integração das Tecnologias de Informação e Comunicação na biblioteca Escolar”, “uma oportunidade única das bibliotecas escolares se afirmarem como espaços privilegiados de informação e educação dentro dos estabelecimentos de ensino.”(pág. 2)
Com os novos paradigmas do ensino e com as novas tecnologias que permitem aceder à informação com um simples click, quebrando a barreira do espaço e do tempo torna-se quase inevitável uma mudança na estrutura das bibliotecas escolares, como já se está a verificar nas bibliotecas públicas.
A biblioteca do futuro exige novas dinâmicas organizacionais de maior abertura, maior liberdade, maior flexibilidade, mais funcionais, que favoreçam a construção do conhecimento, sem constrangimentos de espaço e tempo, dado que oferecem recursos em rede acessíveis a partir de qualquer lugar.
Até que ponto têm as escolas, os professores e sobretudo as bibliotecas escolares, respondido aos novos paradigmas do ensino?
Qual o papel da biblioteca escolar e dos bibliotecários nas aprendizagens das novas literacias?
Podemos considerar as nossas bibliotecas escolares como protótipos das ditas “bibliotecas do futuro?”
Muitas são as interrogações que se nos colocam, as respostas são ainda muito escassas, na medida em que esta realidade a nível de Portugal enferma ainda de poucos estudos. É verdade que os mestrados e pós-graduações na área das bibliotecas e noutras áreas afins têm contribuído para o aparecimento de algumas teses que nos proporcionam alguns elementos informativos sobre estas temáticas, mas temos um longo caminho pela frente.
Parece ser consensual que a aprendizagem das competências da informação qualquer que seja o suporte deve fazer-se preferencialmente através da biblioteca escolar.
A biblioteca escolar (…) é a base natural para o ensino das competências da informação.” (Great Britain, Departement of National Heritage (1995))
O investigador francês Jacques Gonnet sublinhava já nos anos noventa do século passado:
“...a educação para os media (…) assume uma importância que lhe confere um estatuto próximo dos saberes de base. Da mesma forma que se aprende a ler, a escrever e a contar para ter acesso a uma vida autónoma, aprender-se-á os media no futuro próximo porque são fonte de saberes mas também de manipulações. Aprender os media é o prolongamento «natural» dos saberes de base. Mais necessário do que se possa julgar” (1997:121).
É, de facto, “mais necessário do que se possa julgar” promover a educação para os media com o objetivo de promover atitudes e comportamentos pautados por uma crescente exigência sócio moral e estética e por um espírito crítico e interventivo face aos media e à vida social em geral.   
Desta forma, o professor bibliotecário, deverá criar oportunidades de produção e utilização da informação  e apoiar os estudantes no desenvolvimento de competências a nível da pesquisa, tratamento e comunicação da informação, em articulação com os professores das diversas áreas do conhecimento, num esforço permanente de interação com  a sala de aula.
Para que isso aconteça, naturalmente necessita de recursos: humanos (uma equipa empenhada, motivada e com formação), materiais e tecnológicos: uma coleção atualizada, equipamentos tecnológicos que funcionem, ligação estável à INTERNET ….
Nas bibliotecas escolares, os professores bibliotecários, lutam pela imposição de modelos de pesquisa e tratamento da informação, por proporcionar aos alunos formação na ótica do utilizador,  sobre Internet Segura, esforçam-se por manter blogues e facebook atualizados … um percurso infindável.
O trabalho desenvolvido pela Rede de Bibliotecas Escolares ao longo das últimas décadas em articulação com as bibliotecas escolares e bibliotecas municipais tem contribuído para algumas melhorias nas práticas das bibliotecas. Dotadas de recursos de informação variados e em quantidade, sistemas de gestão da informação e pessoal especializado, as bibliotecas escolares começam a ocupar um papel central no processo ensino aprendizagem, mas a caminhada está ainda no início.
No entanto, também é verdade, como refere José António Calixto  que as bibliotecas escolares continuam a enfrentar obstáculos na sua tentativa de modernização: relutância de muitos docentes em assumir papéis não tradicionais; a falta de recursos; a ausência de teoria; a falta de tradição em Portugal e os baixos níveis de literacia.
(link: http://pt.slideshare.net/JosAntnioCalixto/bibliotecas-e-literacias-sec-x-x-i)

Só com uma verdadeira e eficaz formação inicial dos professores nas literacias dos media e da informação articuladas com os currículos específicos e uma contínua formação dos docentes será, na minha opinião, possível mudar mentalidades e práticas dos agentes do ensino.

BIBLIOGRAFIA
Conde, Elsa,“A integração das Tecnologias de Informação e Comunicação na biblioteca Escolar”.
Calixto, José António, Literacia da Informação: um desafio para as bibliotecas (link: http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo5551.PDF)
Tomé, Maria da Conceição, A biblioteca escolar e o desafio da Literacia da Informação  (link: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/1222/1/Tese.pdf)
Gonnet , Jacques, Educação para os Media, 1997





BIBLIOTECA ESCOLAR NO CENTRO DAS APRENDIZAGENS


O manancial de informação de que dispomos nos nossos dias, nos mais variados suportes, exige cada vez mais o desenvolvimento de competências no domínio da literacia da informação, que nos permitam aceder, selecionar, tratar e divulgar o conhecimento e a podermos ser críticos em relação à grande quantidade de informação com que lidamos diariamente. Essas competências deverão começar a ser desenvolvidas desde muito cedo, cabendo à escola um papel determinante na construção de hábitos e metodologias promotoras de boas práticas neste domínio. No contexto escolar, a biblioteca é, hoje, apesar de vários constrangimentos, uma estrutura fundamental na promoção da qualidade e do sucesso educativo, daí que tenha que estar em concordância com os projetos educativos de escola, com os currículos, estratégias pedagógicas e interesses da comunidade educativa.
De acordo com o que se pode ler no documento “La recherche d’information à l’école secondaire –L’ enseignant et le bibliothécaire, partenaires de l’élève”, Léveillé, Y. (1998).  o papel  pedagógico da biblioteca escolar, em particular a da escola secundária, tem-se vindo a afirmar, indo muito para além de simples centro de recursos. A biblioteca deve constituir um centro de estudo e de trabalho tanto de professores como de alunos, naturalmente bem apetrechada.
Para tal deverá:
  1. colocar à disposição dos utentes documentação geral e especializada;
  2. valorizar a pesquisa multidisciplinar;
  3. facilitar o ensino aprendizagem através das tecnologias;
  4. centralizar os recursos de produção, de conservação e de distribuição;
  5. disponibilizar aos alunos o espaço da biblioteca, ainda que fora dos tempos estruturados.
Mas a biblioteca escolar centrada num modelo de ensino que coloca o aluno no centro da aprendizagem e construtor do conhecimento é sobretudo um serviço pedagógico, daí que deva ter como objetivos fundamentais (Bernhard, Paulette:1992):
  1. participar no desenvolvimento global e formação do aluno;
  2. ser um espaço cultural e educativo global e intemporal
  3. ser um recurso de ensino articulado com os currículos
  4. ser um meio de aprendizagem e de desenvolvimento das competências da literacia da informação


Bibliotecas Escolares 2.0 


https://www.youtube.com/watch?v=wH3t30IJMXI

Video interessante que aborda a questão da implementação das novas tecnologias nas escolas, as novas aprendizagens que permitem, as novas metodologias e o papel que as bibliotecas escolares têm na formação das novas ferramentas da WEB 2.0


Library of the future in Plain English  

https://www.youtube.com/watch?v=iLelhZHb3G8
Vídeo bastante interessante, apresentado na unidade curricular de TIC, que nos permite refletir sobre o que serão as bibliotecas do futuro.

Análise Globalizante

Exposição das
ideias principais

Contraposição entre as bibliotecas de hoje em dia (“tradicionais”) e as bibliotecas do “futuro”, mais abertas, mais dinâmicas, mais flexíveis, graças à utilização das novas tecnologias, com uma equipa altamente motivada e cooperante com condições de trabalho bem diferenciadas das atuais, em que as hierarquias se diluem e as burocracias tendem a desaparecer tornando o trabalho mais rentável, assente na confiança. O bibliotecário e equipa, bem como os recursos estão online, disponíveis 7 dias por semana, 24 horas por dia. A sustentabilidade é também uma preocupação, desde a construção do edifício às novas formas de trabalho e comportamentais por parte de quem aí trabalha e até mesmo dos utentes.




Apresentação dos
aspetos positivos/ negativos
Aspetos positivos: recorrer à biblioteca a qualquer hora e em qualquer espaço, desde que se disponha de INTERNET e equipamentos. Maior rapidez de acesso – a informação está à distância de um click. Maior economia de consumíveis.

Aspetos negativos: A impossibilidade de consulta de documentos/textos/obras que não estejam digitalizados.
No caso das bibliotecas escolares, pelo menos para os mais novos, em que a presença física é ainda muito importante, esta biblioteca do futuro pode parecer um pouco desumanizada, pouco afetiva


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Palavras-chave

Biblioteca Escolar, TIC, Biblioteca do futuro, sustentabilidade bibliotecas





Análise Concentrada

Descrição do contexto e das situações/







Biblioteca hoje em dia
Biblioteca do futuro
Espaço fechado sujeito a horários regulares, a muitas regras que nem sempre são bem aceites e cumpridas.
Espaço físico e espaço online com flexibilidade de horários acessível em qualquer lugar e a qualquer hora.
Impera a burocracia e as hierarquias.
Impera a confiança, diluindo-se as hierarquias e também a burocracia.
A equipa trabalha sempre presencialmente.
A equipa pode trabalhar no espaço físico da biblioteca ou online, em qualquer outro local.
O professor bibliotecário fecha-se um pouco no seu papel de condutor/orientador da biblioteca.
Professor bibliotecário mais pro-ativo com contactos diversificados nas faculdades, com empresas, valorização do trabalho colaborativo.
Gastos excessivos de consumíveis e com os próprios edifícios que não foram pensados em termos de sustentabilidade
Sustentabilidade: edifícios, equipamentos, modelos de trabalho, novas atitudes de trabalhadores e utentes.




LEITURAS (WEBGRAFIA)

Após a leitura das intervenções dos colegas, neste fórum, selecionei alguns dos links indicados relativamente à questão das TIC nas bibliotecas escolares e que podem constituir uma boa base de informação para quem pretenda aprofundar o tema, utilizando os recursos digitais e as novas tecnologias da informação e da comunicação.

Webgrafia:

Conde, Elsa, “A Integração das Tecnologias de Informação e Comunicação na Biblioteca Escolar”, http://elearning.uab.pt/pluginfile.php/319265/mod_resource/content/3/4_integracao_tic_be.pdf

Cravo, Fernanda, “As Bibliotecas Escolares e a Literacia da Informação - Um projeto numa turma de 2º ciclo”

 Lançar a Rede de Bibliotecas Escolares

 O impacto da Web 2.0 nas Bibliotecas Escolares das escolas secundárias do concelho de Lisboa

Referencial "Aprender com a biblioteca escolar
"http://www.rbe.mec.pt/np4/conteudos/np4/?newsId=681&fileName=Aprender_com_a_biblioteca_escolar.pdf


 Calixto, José António, Literacia da informação : um desafio para as bibliotecas,

A integração das TIC na BE, Ana Conde 

A Biblioteca Escolar e as TIC: Modelo para novas aprendizagens, M. Iolanda Pereira da Silva
repositorio.uma.pt/bitstream/10400.13/16/.../DoutoramentoIolandaSilva.pdf


















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